NESTE BLOG


Desde os primórdios da existência humana, vivemos em constantes mudanças. O mundo vem sofrendo alterações, estamos vivendo num novo espaço de comunicação, novas ferramentas surgem com a tecnologia , possibilitando novas formas de ensinar, aprender e se relacionar e cabe à nós, a exploração das potencialidades desse espaço.

Neste blog, pretendo discutir, abordar e compartilhar assuntos sobre Educação e Tecnologia e temas trabalhados no curso de Mestrado em Pedagogia ELearning.


E para começar...vamos falar sobre...

sábado, 27 de dezembro de 2014

UM POUCO SOBRE JEAN BAUDRILLARD

Francês (1929 – 2007)

Sociólogo, filósofo e fotógrafo.

Jean Baudrillard deu grande contribuição para a Sociologia de maneira geral, fazendo críticas pertinentes ao sistema capitalista de produção e às suas implicações, principalmente o consumo. 

Segundo Baudrillard, a sociedade atual está organizada a partir do consumo e não mais como antes (produção) e o desejo do consumidor, não se dirige aos objetos em si, mas ao status que ele promove. Para ele, a manipulação ativa dos signos que a sociedade consumista promove, acaba por apagar a distinção entre o real e a imagem, com a perda de significados mais estáveis. 

Baudrillard desenvolveu uma série de teorias sobre os impactos da comunicação e das mídias na sociedade e na cultura. Para ele, a realidade deixou de existir e passamos a viver a representação da realidade, difundida pela mídia. Ele defende a teoria de que vivemos em uma era cujos símbolos têm mais peso e força do que a própria realidade. São os simulacros, que são simulações mal feitas do real, onde os objetos não possuem apenas um valor de uso e um valor de troca, mas também um valor de signo. Desenvolve o conceito de hiper-real, que é um real mais que real e mais interessante que a própria realidade. Para ele:


- DISSIMULAR – é fingir não ter o que se tem (presença).
- SIMULAR – é fingir ter o que não se tem  (ausência).

A reprodução do real acontece em qualquer esfera do sistema. Tudo se tornou um simulacro. Como ele concluiu em “simulacros e simulações”: “tudo se metamorfoseia no seu termo inverso para sobreviver na sua forma expurgada. Todos os poderes, todas as instituições falam de si próprios pela negativa, para tentar, por simulação de morte, escapar à sua agonia real”.

Baudrillard pesquisou as fases históricas que conduziram à situação que vivemos hoje. 

Inicialmente, o signo refletia a realidade, depois o signo passou a mascarar essa realidade e seguida, o signo mascara a ausência de uma realidade e agora, o signo não tem mais relação com a realidade. Ele diz que  é o simulacro, fase em que se encontra nossa sociedade atualmente. As representações estão cada vez mais complexas, promovendo intercâmbios virtuais incontroláveis.


É comum pensarmos que a partir do conhecimento da realidade e ideia de processo, comunicar, informar, ser transmitida para ser recuperada, bem como a comunicação com interação, intervenção, num contínuo feedback, alcançamos a comunicação. Porém, para ele, acontece o contrário. 

Baudrillard diz: “Sejamos claros quanto a isso: se o Real está desaparecendo, não é por causa de sua ausência – ao contrário, é porque existe realidade demais. Este excesso de realidade provoca o fim da realidade, da mesma forma que o excesso de informação põe um fim na comunicação”. 

Diante disso, para o autor, a humanidade não vive mais o real e sim o que ele chama de hiper real.
Por outro lado, Jean Baudrillard deixa claro que as "novas vivências eletrônicas" devem ser incorporadas crítica e criativamente pelo conjunto da população, retratando uma visão um pouco mais otimista.

Em seu livro "O que a internet está fazendo com os nossos cérebros - A geração superficial", Nicholas Carr, através da declaração de McLuhan, cita que os "meios elétricos", inclusive a televisão, que é muito abordada também por Jean Baudrillard, estavam rompendo com a tirania do texto sobre os nossos pensamentos e sentidos e que ele não só estava reconhecendo o poder transformador das novas tecnologias, mas também alertando sobre a ameaça suscitada por esse poder, sobre  "o risco de não estarmos cônscios dessa ameaça". (Carr, 2011, p.12). Existe uma relação entre as colocações de McLuhan, Nicholas Carr e Jean Baudrillard, já que nos alertam sobre os efeitos da mídia. Nicholas Carr e Baudrillard nos conduz à uma reflexão sobre essa questão e nos deixa tirar as próprias conclusões.

Referências bibliográficas:

Baudrillard, J. (2001). Simulacros e Simulação. 2ª edição. Lisboa: Relógio d’Água
Carr, N. (2011). O que a internet está fazendo com os nossos cérebros – A geração superficial. Rio de Janeiro: Agir

Imagens:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ef/WikipediaBaudrillard20040612-cropped.png
http://1.bp.blogspot.com/-a30jn7J7_LA/US0HfYRsh1I/AAAAAAAAAQA/80x1sI8pr3Q/s320/simulacros+simulacao_Baudrillard.jpg

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